ORGANIZAÇÕES PARAMAÇÔNICAS

As organizações paramaçônicas têm seus regimes e administrações próprias, porém o fundamento de seus ensinamentos segue os mesmos princípios da Maçonaria.

Grande Associação Beneficente de Senhoras do GORGS – GABS

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Grande Associação Beneficente de Senhoras do GORGS – GABS

A GABS reúne-se às quintas-feiras, a partir das 14h, no Centro Templário do GORGS (avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 945, em Porto Alegre). Contatos pelo fone 51 3085-2719.

 

O Grande Oriente do Rio Grande do Sul, em seu estatuto social, no Art. 1°, § 1°, anuncia como princípios da instituição, entre outros, “a valorização das ideias humanitárias” e “a prática constante da caridade”. No § 2°, abordando seus fundamentos filosóficos, preconiza “a prática desinteressada da beneficência”, caracterizando-se como uma “instituição essencialmente filantrópica”. O documento defende ainda que “os Maçons estendam os laços fraternos que os unem a toda a humanidade”. E, sendo princípios universais, evidentemente não ficam adstritos aos membros das Oficinas Maçônicas ou à realização de seus trabalhos nas respectivas Lojas. Esse legado de benemerência, de caridade, de amor ao próximo, a virtude moral essencial em todo ser humano, estende-se às famílias de todo Maçom. Assim, a participação das mulheres, esposas, filhas e familiares de Maçons é primordial na efetivação de práticas filantrópicas.

 

Assim nasce, em 26 de agosto de 1900, sob a coordenação do Grão-Mestre Antônio Antunes Ribas, a Grande Associação Beneficente de Senhoras do Grande Oriente do Rio Grande do Sul – GABS. A entidade, desde seus primórdios, tem sido agente de ações sociais altruístas, não só junto a Maçons e familiares, como também em prol da sociedade em geral. Conforme a pesquisadora Eliana Colussi, o primeiro passo para a criação de uma entidade paramaçônica com tal perfil ocorreu em São Leopoldo, onde a Maçonaria criou o Clube de Beneficência, em 1898. O artigo primeiro do Estatuto dizia: “O Clube Beneficente de São Leopoldo tem por fim auxiliar a Maçonaria em suas obras de caridade, e compõe-se unicamente de senhoras”. A GABS, fundada dois anos depois, em Porto Alegre, criou ramificações pelo interior do Estado. A sede da associação era o Templo do GORGS, e entre seus objetivos estavam a prática da beneficência, o auxílio à educação da mulher e o amparo e instrução à infância desvalida até os sete anos. Destaca-se dos Estatutos Gerais: “Art. Primeiro – Fica criada no Estado do Rio Grande do Sul a Grande Associação Beneficente de Senhoras, a qual tem por fim a prática da beneficência; Art. Segundo – A grande Associação tem sua sede em Porto Alegre e ramifica-se por todo o Estado, criando clubes locais; Art. Terceiro – Na capital, só haverá um clube, com a denominação de Central, e em cada cidade, vila ou distrito, também um só que tomará a designação do respectivo lugar; Art. Quarto – cada clube reger-se-á por estatutos particulares, dependentes de aprovação da assembleia das sócias fundadoras”. Como a carência de recursos financeiros impediam a concretização dos projetos filantrópicos, em 1904, o ministro das Finanças do GORGS, Francisco Caldas Júnior, elaborou um projeto que incrementou recursos para a consecução desses objetivos: “I – Cada Maçom pagará em Loja, além da contribuição regimental e conjuntamente com essa, mais a quota mensal de 3$500; II – Essa contribuição, a que as oficinas darão os destinos adiante especificados, será assim distribuída (…) quinhentos réis para o patrimônio da Grande Associação Beneficente de Senhoras, dois mil réis para o serviço permanente (…)”.

 

A GABS teve o registro de seus estatutos realizado em 1901, com atualização em 1984. No ano de 1991, foi declarada entidade de Utilidade Pública pelo município de Porto Alegre e pelo Estado do Rio Grande do Sul, com seu registro definitivo na Secretaria do Trabalho, Ação Social e Comunitária.

 

Atualmente, a Grande Associação tem mantido seu caráter assistencial, praticando a caridade diariamente. Auxilia diversas entidades, como a Creche Irmão Pedro Leonardo, a Sociedade das Filhas de Jesus, o Lar de Idosos Simão Pedro, o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, o Lar Francisco de Assis, a Sociedade Espírita Ramiro D’Ávila, a Casa da Criança com HIV, a Creche Tia Odete, o Amparo Santa Cruz e a SPAAN – Sociedade Porto-alegrense de Auxílio aos Necessitados, entre tantas outras entidades que são auxiliadas de forma sazonal, conforme a demanda e as possibilidades deste grupo de senhoras que tão bem representa a fraternidade maçônica.

 

Mas, mesmo a “prática desinteressada da beneficência” só torna-se possível com organização, com equipe e com recursos. Assim, a GABS realiza, com a frequência viável, eventos para angariar fundos e congregar suas associadas. Para estas atividades, como chás, galetos, “ação entre amigos” e manufatura de artigos para bazar, as senhoras convidam Maçons e amigos, a fim de apresentar o trabalho e conquistar novas adeptas.

 

Mais do que solicitar apoio, que é extremamente necessário, de parte dos Maçons e das Lojas, as Cunhadas da Grande Associação Beneficente de Senhoras do GORGS preferem ocupar este espaço para agradecer. Agradecem a todos que, de alguma forma, tenham prestado auxílio, não só à GABS, mas a qualquer instituição filantrópica, seja em pequenas comunidades ou na capital. Mais do que uma ação individual, a caridade é um dos pilares fundamentais da doutrina Maçônica e, portanto, não há exclusividade para exercê-la. E finalizam as cunhadas: “Fruto da difícil situação econômico-financeira que atravessa o País, a necessidade de atendimento a instituições e pessoas aumentou consideravelmente. Felizmente, os esforços da Grande Associação encontram sempre a adesão indispensável do Grão-Mestrado e das Lojas no sentido de atender a todos os que baterem em nossa porta. Graças ao trabalho das associadas, aliado à compreensão e ajuda de todos, chegamos a mais este período, atingindo os objetivos a que nos propomos, Resta, pois, agradecer e pedir a Deus que nos ilumine e inspire, para podermos continuar com a nossa obra, com a mesma dedicação e êxito até aqui demonstrados”.

Ordem DeMolay

Supremo Conselho DeMolay Brasil

 

Ordem DeMolay


A Ordem DeMolay é a maior organização juvenil do mundo. É filosófica, filantrópica e sem fins lucrativos, já tendo iniciado, desde de sua origem, mais de 2,5 milhões de jovens. Trabalha alicerçada na máxima de que “educando-se o jovem estaremos nos eximindo da tarefa de ter que castigar o adulto”. Fundada em 18 de março de 1919 em Kansas City, Missouri, EUA, tem como objetivo formar jovens de 12 à 21 anos de idade melhores cidadãos e líderes através do desenvolvimento e fortalecimento da personalidade e enfatizando virtudes indispensáveis para a boa conduta social. Não é uma instituição Maçônica Juvenil, mas é unificada e dirigida por Maçons.

 

A Ordem DeMolay não tem a pretensão e não deseja tomar o lugar do Lar, da Igreja ou da Escola nessa busca do aperfeiçoamento, mas coadjuvá-los com um programa de ensinamentos, visando uma boa cidadania a seus membros. É baseado no espírito de fidelidade, liderança, responsabilidade e busca de um ideal, os valores e virtudes de seus membros, na busca de um mundo mais digno e justo para todos, sem distinções. Os ensinamentos DeMolay orientam seus integrantes a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos.

 

Entre os países em que atua, destacam-se o Brasil, Estados Unidos, Austrália, Japão, Itália e Alemanha. Algumas nações trabalham para implantar a Ordem DeMolay como Inglaterra, França, Índia e Noruega. Além dos Estados Unidos, mais cinco países tem Supremo Conselho próprio, incluindo o Brasil.

 

Seu patrono, Jacques DeMolay, foi expedicionário das Cruzadas, no século XIV. Foi queimado no poste por não trair seus irmãos e seguidores. Do seu exemplo, a Ordem DeMolay aprendeu a lição e importância da honestidade, da lealdade e do amor fraterno. Possui em seu fundamento sete princípios essenciais, os quais chama de Virtudes Cardeais de um DeMolay: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo. Assim, mais importantes se tornam as atividades e os esforços para alcançar a verdadeira compreensão mútua dos valores culturais e sociais de cada nação, independentemente de origem, raça, cor, nacionalidade, religião.

Ordem da Estrela do Oriente

Capítulo Luz do Poente 27     Capítulo Cruzeiro do Sul 32

 


Ordem da Estrela do Oriente

A Ordem da Estrela do Oriente é uma organização (fraternidade) de adultos (homens e mulheres) e foi criada em 1850, pelo ilustre Maçom Dr. Robert Morris, advogado, escritor, poeta e ex-Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Kentucky/EUA. Esta associação iniciática conta hoje com mais de 1.200.000 de membros em todo o mundo e tem participação em vários países, como, Inglaterra, França, Espanha, Austrália, Alemanha, EUA, Japão, Itália, entre outros.

Tem como propósito através dos seus trabalhos ritualísticos, educar, edificar caráter, ressaltar valores morais e espirituais, fazer caridade e servir o próximo, além de dar suporte às Ordens Internacionais das Filhas de Jó e do Arco-Íris para Meninas. Nestes mais 150 anos de existência, a Ordem tem se destacado por suas inúmeras obras assistenciais, colocando-se como um alicerce social junto às Lojas Maçônicas e demais Organizações Maçônicas.

A Estrela do Oriente tem sido sempre uma fonte de inspiração para os que buscam a Luz e a Verdade. Na constante evolução da sociedade humana, quando chegou o tempo de a mulher desfrutar de uma fraternidade simbólica, não foi por acaso e sim por um inspirado pensamento que o fundador da Ordem da Estrela do Oriente escolheu esta luminária como emblema da Ordem, revelando nas Cinco Pontas da Estrela as características ou virtudes daquelas personagens bíblicas que representam os graus da Ordem: ADAH a Filha, RUTH a Viúva, ESTHER a Esposa, MARTHA a Irmã e ELECTA a Mãe.

Cabe ressaltar, principalmente aos Irmãos Maçons de que A ORDEM DA ESTRELA DO ORIENTE, NÃO É UMA RELIGIÃO E NEM UMA SOCIEDADE FEMINISTA, TÃO POUCO, MAÇONARIA FEMININA OU MISTA, mas sim, como dito anteriormente, uma associação iniciática adulta, criada por um Irmão visionário (Robert Morris) para oportunizar que as parentas de Mestre Maçom ativo e regular, tivessem um espaço para trabalharem suas potencialidades e consequentemente, se tornarem melhores cidadãs e poderem contribuir em grupo para tornar a sociedade mais humana e igualitária, somando-se com as demais organizações existentes com estes objetivos, na busca pela manutenção e valorização do núcleo familiar como célula mater da sociedade, além da incansável busca das melhorias necessárias, não somente ao gênero humano, mas ao mundo como um todo.

Além desse cunho social e fraternal, seu fundador tinha também o propósito de estimular o estudo das Sagradas Escrituras de acordo com um plano que seria facilmente compreendido.

As reuniões dos Capítulos são realizadas em Templo Maçônico transformado em uma Sala Capitular (pois estas inexistem) e necessitam ser apoiados por uma Loja Maçônica desde a sua criação, porém, por se tratar de uma Ordem de adultos, mantém-se por conta própria, porém, aceitando donativos e verbas para suas obras assistenciais.

Chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro, em agosto de 1997 quando foram instituídos quatro Capítulos (unidades): Electa, Rio de Janeiro, Charlotte Mendenhall e Grande Rio. Hoje, existem vários Capítulos, estando presente nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, entre outros, além do Distrito Federal. No Rio Grande do Sul existem três: o Capítulo Cruzeiro do Sul nº 32 e o Capítulo Luz do Poente nº 27 em Porto Alegre e o Capítulo Fronteira Sul nº 28 em Bagé, sendo este o primeiro a ser fundado em nosso Estado no ano de 2000. Estes Capítulos são apoiados pelas Lojas Maçônicas Sabedoria e Prudência nº 78, Hermanubis nº 34 e Adonai nº 58 respectivamente, Lojas estas, jurisdicionadas à GLMERGS.

Podem ser iniciados na Ordem da Estrela do Oriente (Easternstar): Mestres Maçons ativos e regulares (GLMERGS, GOB-RS e GORGS), esposas, filhas, filhas legalmente adotadas, mães, viúvas (exceto quando novamente casada), irmãs, meias irmãs, netas, bisnetas, madrastas, enteadas, noras, avós, bisavós, sobrinhas, filhas de sobrinhas, sogras e cunhadas de Mestre Maçom que esteja ativo e regular ou, caso esse Maçom seja falecido, com documentação de sua Loja Maçônica atestando sua regularidade na época do falecimento; assim como, os Membros de Maioridade (ou as jovens que tenham sido ativas por pelo menos três anos) da Ordem Internacional das Filhas de Jó (Job Daughter’s) ou da Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas (Rainbow Girls), desde que se cumpra o requisito da idade mínima de 18 anos (idade válida também para todas as categorias de parentesco maçônico feminino).

Os principais requisitos são: acreditar em um Ser Superior (Deus, Alá, etc…), estar apto(a) ao trabalho beneficente e/ou voluntariado, ter boa conduta moral e possuir sentimento de irmandade e fraternidade.

Cada unidade (grupo) da Ordem da Estrela do Oriente chama-se Capítulo, e os Capítulos brasileiros estão sob a jurisdição direta do Grande Capítulo Geral, nos Estados Unidos, sede da Ordem.

Podem participar das Reuniões Ritualísticas Fechadas, somente os membros iniciados na Ordem da Estrela do Oriente. As Reuniões Abertas podem ser assistidas por não iniciados na Ordem.

A perda do direito maçônico de qualquer Mestre Maçom fará com este perca seus direitos no Capítulo da Ordem da Estrela do Oriente, mesmo que esteja regular neste. A perda dos direitos do Mestre Maçom na Ordem Maçônica, não implicará na privação do direito do membro feminino iniciado na Ordem da Estrela do Oriente e cujo parentesco por obrigatoriedade exista. 

Ordem Internacional das Filhas de Jó

Conselho Guardião Jurisdicional do Rio Grande do Sul

 


Ordem Internacional das Filhas de Jó

A Ordem Internacional das Filhas de Jó foi criada no dia 20 de outubro de 1921 pela Sra. Ethel T. Wead Mick, na cidade de Omaha, no Estado de Nebraska, Estados Unidos da América. Foi organizada com o apoio da Maçonaria e das instituições paramaçônicas locais.

Compreendendo a importância dos ensinamentos recebidos de sua mãe, especialmente as lições de literatura e drama encontrados no Livro de Jó, Ethel decidiu dar parte do seu tempo e de seu talento para tornar possível a todas as moças compartilharem desses raros privilégios que ela possuía. Os arquivos oficiais revelam que muitas reuniões preliminares foram realizadas por alguns Mestres-Maçons interessados e membros da Ordem Estrela do Oriente durante os anos de 1918 a 1920, na casa e no escritório do casal William e Ethel Mick.

Depois de diversos anos de estudos e considerações, foi fundada a Ordem Internacional das Filhas de Jó, em honra à memória de sua mãe, Sra. Elizabeth D. Wead. O principal objetivo da Ordem é reunir moças de 13 a 20 anos que tenham parentesco ou relacionamento com Maçons para aperfeiçoamento do seu caráter através do desenvolvimento moral e espiritual, encontrado nos ensinamentos que destacam reverência a Deus e às Sagradas Escrituras, lealdade com a bandeira do País e às coisas que ela representa e amor para com os pais e familiares.

Os trabalhos ritualísticos, cerimônias, canções e leituras oferecem forte influência e inspiração sobre todos que assistem a reunião de um Bethel. O trabalho ritualístico da Ordem é baseado no triângulo, nas três Filhas de Jó, no Livro Sagrado e na Educação e combina emblemáticas representações de antigas eras latinas e gregas.

Baseado no Livro de Jó, o Bethel representa inocência, piedade, modéstia, retidão, honestidade, lealdade e compaixão pelos órfãos e viúvas. Essas virtudes são princípios fundamentais. As Filhas de Jó receberam este nome por seguirem os ensinamentos extraídos desse livro. São reconhecidas pelo uso de túnicas brancas (hobbys), como os utilizados na época de Jó. O desenho das chaves gregas na borda das capas é branco e simboliza a fé na forma de viver. É contínuo representando a vida eterna. As cores desta ordem são: branco, pureza e púrpura (roxo), significando realeza. Tem como lema: “A virtude é uma qualidade que grandemente honra uma mulher”.

O Bethel possui o Conselho Guardião, formado por Maçons, mães das integrantes, e/ou esposas de Maçons, que ajudam as Filhas de Jó na realização de seus trabalhos. Por esse Conselho passam todas as decisões necessárias. O Bethel é composto de 20 cargos. Os trabalhos são dirigidos pela Tríade: Honorável-Rainha, 1ª Princesa e 2ª Princesa, que são eleitas. Os outros cargos são nomeados: secretária, tesoureira, capelã, bibliotecária, musicista, 1ª mensageira, 2ª mensageira, 3ª mensageira, 4ª mensageira, 5ª mensageira, 1ª zeladora, 2ª zeladora, guarda interna e guarda externa. As demais pertencem ao Coral do Bethel. Cada gestão dura em torno de seis meses.

As Filhas de Jó se reúnem em Templo Sagrado denominado “BETHEL”. Elas são iniciadas, reúnem-se ritualisticamente, possuem toques e palavras próprios. Em reunião ritualística, usam paramentos e utilizam instrumentos simbólicos. Para assistir a uma Cerimônia Ritualística ou uma reunião de um Bethel é preciso ser um Maçom regular, pai, padrasto, avô ou tutor de uma integrante ou candidata ao Bethel. 

Para ingressar como Filha de Jó, a menina precisa ter idade entre 11 e 20 anos incompletos, ter parentesco maçônico ou forte relacionamento com famílias maçônicas, ter disponibilidade para frequentar as reuniões e crer em um ente superior.

Para ser instalado, o Bethel precisa ser patrocinado por uma Loja Maçônica, uma Potência Maçônica ou um Grupo de Maçons. A autorização para Instalação de um Bethel vem dos Estados Unidos, através da Suprema-Guardiã. Sendo ser aprovado, recebe a Carta Constitutiva.

Após o recebimento de autorização, o Bethel deverá ser instituído de acordo com a Constituição e Estatuto do Supremo ou Grande Conselho Guardião. As candidatas são iniciadas por membros de um Bethel possuidor da carta Constitutiva quando disponível, caso contrário por uma Oficial Instituidora administrando o juramento. Os membros do Conselho Guardião do Bethel são nomeados para servirem ao Bethel por um período de um ano. As Oficiais do Bethel são eleitas ou nomeadas para servirem um mandato de seis meses no cargo, permitindo, desta forma que outras moças obtenham o benefício de ocuparem cargos.

É necessária a realização de atividades filantrópicas incluindo angariar fundos para caridade, além de coletas para caridade nacional, além do trabalho em favor daqueles que estejam em condição de vulnerabilidade. As atividades sociais do Bethel poderão incluir equipe de competição, coral, teatro, chás, recepções, festas formais, etc.

Club Shriner

Shriners International

A Shriners International é uma fraternidade baseada em diversão, companheirismo e nos princípios maçônicos de amor fraterno, auxílio e verdade. Com cerca de 325 mil membros em 194 templos (divisões) nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, México, Filipinas, Porto Rico e República do Panamá e Brasil, a fraternidade é aberta a homens de integridade de todas as esferas da vida.

A Shriners International também apoia os Hospitais Shriners para Crianças, um sistema de saúde com 22 hospitais pediátricos dedicados a fornecer cuidados médicos, pesquisa de excelência mundial e oportunidades educacionais para os profissionais médicos.

Os Shriners são uma fraternidade de homens comprometidos com a família, envolvidos com o crescimento pessoal em curso, e dedicados à prestação de cuidados para crianças e famílias necessitadas. As experiências e interesses são diversos, mas estão unidos por valores compartilhados e uma vontade de se divertir, fazer o bem e construir relacionamentos que podem durar uma vida.

O Divan Imperial é o corpo governamental internacional da Shriners International. Este corpo governamental funciona como um conselho de administração corporativa e é composto por 13 oficiais; cada um é eleito para a posição mais baixa no Divan e sobe uma posição a cada ano (com exceção do Tesoureiro Imperial e do Gravador Imperial).

A posição mais alta de liderança dentro da Shriners International é o Potentado Imperial, que é o presidente e o chefe executivo da Shriners International, eleito para um mandato de um ano. O Potentado Imperial passa o ano no cargo visitando muitos dos templos Shrine (divisões), participando de reuniões regionais da Shriners e visitando os Hospitais Shriners para Crianças. Também atua como Presidente do Conselho de Administração tanto do Hospitais Shriners para Crianças como da fraternidade.

Essa mesma estrutura organizacional é seguida a nível local em cada um dos 194 templos (divisões).