Comunicado sobre a Oficina de Escrita Literária do GORGS

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Caros Irmãos do Grande Oriente do Rio Grande do Sul

S∴ F∴ U∴

É com muita honra que me dirijo aos Irmãos para tecer comentários sobre a Oficina de Criação Literária que estará a cargo do escritor e professor Alcy Cheuiche.

Mas como o homem propõe e Deus dispõe, o que tínhamos previsto iniciar esta semana, pelos motivos de pública notoriedade, deveremos adiá-lo até que superemos a crise sanitária que está afogando o nosso País.

Aproveitemos a oportunidade para comentarmos um pouco os detalhes do Curso. Teremos curso até novembro às quintas-feiras às 9h até às 12h, na sede do GORGS –  rua Jerônimo Coelho, 116, salão do 3° andar – após a regularização do coronavírus.

Construiremos um texto coletivo com a História da Maçonaria no Rio Grande do Sul orientados pelo Prof. Irmão Cheuiche e com as instruções das técnicas narrativas e de pesquisa.

Esse trabalho será apresentado em uma tarde de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre por todos os autores.

Também poderemos apresentar excertos da obra coletiva nos períodos de instrução das Lojas Maçônicas. Servirá também como um grande estímulo ao trabalho para os demais Irmãos que não fizerem o Curso.

Em suma, é uma bela oportunidade para aprendermos coletivamente a história da Maçonaria gaúcha. Cada autor terá direito a um número de exemplares para distribuir entre seus Irmãos e amigos.

De outro lado, aproveito para manifestar que ainda temos umas poucas vagas a serem preenchidas.

Não se demorem. Não percam a oportunidade.

Entrem em contato com a Ana Helena da equipe do Prof. Cheuiche pelo 51 99703-8175.

Até breve.

T∴F∴A∴

Ir∴ Juan Carlos Parodi Mintegui

Ministro da Educação, Cultura e Comunicação Social

Grande Oriente do Rio Grande do Sul

 

Mensagem do Ir∴ Alcy Cheuiche

Minhas amigas e amigos, alunas e alunos escritores, leitoras e leitores que me acompanham há tantos anos:

Acordei esta manhã feliz como sempre. Um novo dia, com chuva para alimentar as plantas, encher os reservatórios. Por que se queixar quando cai do céu o elemento essencial da vida? Lembrei dos Rios Voadores, tão bem narrados no conto da Neiva, e pedi para o sol ter paciência por algumas horas, e mesmo dias. Precisamos muito dele, é claro, pela fixação da vitamina D, tão necessária, sem esquecer os momentos poéticos do seu nascer e ocaso, como eu mesmo escrevi no frontispício do nosso livro Entre o Sena e Guaíba, lançado em Paris no dia 15 de novembro de 2011: No Sena lavou o rosto nossa História Universal / Guaíba é o sangue da terra dourado de pôr do sol.

É claro que também estou preocupado com o coronavírus, mas, talvez por acaso, reli há poucos meses La Peste, de Albert Camus, e quem o leu reconhece que o desânimo, o estresse, o desamor acentuavam os fatores de risco à terrível peste, mil vezes mais mortífera que este vírus que nos atinge.

Devemos saudar as pessoas de longe, ou de perto  sem tocá-las com as mãos e com os lábios,  mas não podemos ceder nossa alma às dores de cotovelo. É claro que seguiremos beijando e fazendo amor com a pessoa amada, se for amada de verdade. Sem isso, ficaremos muito mais frágeis a qualquer doença.

Mas se estiver vivendo muito sozinha ou sozinho, nunca esqueça: quem sabe ler e escrever nunca será presa fácil da solidão. Conforme nos disse  Mario Quintana:  Ler um bom livro é a única maneira de se estar só e acompanhado ao mesmo tempo. Eu já estou com uma nova pilha na minha mesa de cabeceira, cujo primeiro é Mémoires d’une jeune fille rangée, de Simone de Beauvoir. Se o vírus teimar em ficar mais tempo, vou começar a reler os 84 livros escritos por meus alunos em 18 anos de Oficina Literária. Além de O velho e o Mar, é claro.

Escrever (como pintar, esculpir, fotografar, compor músicas) é uma das melhores coisas para manter o nosso equilíbrio emocional. Assim, por que se queixar e ficar sofrendo por antecipação a morte de quem não morreu?  Se quer fazer isso, ponha a história que o está afligindo num conto, num poema, mas sin perder la ternura jamás.

Vamos continuar nossas aulas através dos meios eletrônicos, dos quais nunca falei mal para defender o livro. Isso porque, o que interessa a nós, escritores e escritoras, é sermos lidos: seja na parede das cavernas, no papiro, no pergaminho, no papel, ou na tela de um computador.

NÃO DEIXEM DE LER E ESCREVER O MÁXIMO POSSÍVEL.

FAÇAM AS TAREFAS E NOS MANDEM. NÓS ESTAREMOS ATENTOS PARA REVISAR OS CONTOS E POEMAS.

Muitos beijos e abraços!

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