Arte de um Maçom para milhares de pessoas

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Nelson Neri da Silva Sobrinho, conhecido na área das artes plásticas de Porto Alegre como Nelson Sura, é Obreiro da Loja “Vitriol” nº 501, de Porto Alegre, e vem se destacando no meio artístico gaúcho e brasileiro pelo trabalho que desenvolve há 20 anos. Desse período, nos últimos seis anos tem focado seus traços na pintura surrealista na arte urbana, com predominância de cores quentes, como o vermelho, amarelo e laranja.

O público da Capital e região metropolitana que transita pelas estações do metrô de Porto Alegre (cerca de 60 mil pessoas por dia) pode ver a exposição permanente Pixels Mercado, inaugurada neste ano nos túneis de acesso à estação mercado. A obra tem inspiração na azulejaria portuguesa, trazendo uma versão contemporânea que busca despertar atenção positiva para o paisagismo urbano.

Como para todos os que buscam firmar seu talento nas artes, os primeiros anos de Sura não foram nada fáceis. Trabalhou na Europa – em Lisboa e Barcelona – na construção civil como pintor de paredes e auxiliar de pedreiro. Essa estada europeia foi importante porque pode ver as grandes obras e estilos da pintura em Portugal, Espanha, Itália e Holanda. Mesmo com dificuldades, precisava desse aprendizado que é o mais indicado para um autodidata.

Hoje, ao invés de pintar sobre superfícies menores, trabalha com a arte urbana em grandes painéis e explica: “Acredito que é uma forma mais democrática de se fazer arte. Você sai daquele ambiente elitizado e leva a arte para todo mundo e, de alguma forma, esse trabalho vai tocar as pessoas”.

Nelson Sura, que foi entrevistado no programa “Conexão GORGS” – www.gorgs.org.br – também desenvolve importante trabalho voluntário em escolas de áreas mais carentes da cidade. “Não vou para ensinar pintura às crianças, mas para que elas entendam e exercitem sua visão criativa. Todo o artista tem uma função social, além de representar sua época”. Ainda falando sobre levar a arte para as crianças nas escolas da periferia, o Maçom e pintor enfatiza: “Onde não existe a cultura, a violência é o espetáculo!”.

Fotos: Arquivo pessoal

 

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