Secretário de segurança do RS fala aos Maçons

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A Loja “Visconde de Mauá” nº 233, de Porto Alegre, tem realizado, rotineiramente, palestras com figuras públicas de extrema relevância para a sociedade. Não foi diferente no dia 22 de maio, quando, no Templo “Antônio Antunes Ribas”, no Palácio Maçônico (Jerônimo Coelho, 116), recebeu o secretário de segurança pública do RS, Irmão Cesar Schirmer. Para uma seleta plateia, ele falou sobre questões como sensação de insegurança e soluções para combater a criminalidade. O Venerável-Mestre Paulo Kronbauer coordenou o evento, que contou com a presença do ministro da guarda dos selos, Paulo Chagas, do delegado da 19ª região Maçônica, Abílio Colombo, do Venerável-Mestre da Loja “José de Arimathéa” nº 215, Dalton Manoel Ramos Machado e Irmãos de diversas Oficinas.

Ao iniciar sua fala, Schirmer exaltou as virtudes, os conceitos e as posturas da Maçonaria perante a sociedade. Ele destacou que no Rio Grande do Sul a sensação de insegurança é muito maior do que a violência real. “O estado adquiriu, ao longo dos anos, uma fama ruim na área da Segurança.” E afirmou que no ranking da violência no país, o RS está bem abaixo dos grandes centros. Reconheceu que existe necessidade de aumento do efetivo da Brigada Militar e maior celeridade nos inquéritos policiais. Mas estas medidas, de forma isolada, não solucionam o problema. Defendeu que é uma questão sistêmica. “Uma mudança social, desde a base, é fundamental. As crianças de hoje – os adultos do futuro – precisam ser melhor preparadas, doutrinadas para o bem e para a ordem. Precisam respeitar as autoridades. Deve haver menos permissividade. Direitos não podem estar acima dos deveres. Devem andar juntos.”

O secretário Cezar Shirmer também fez uma análise sociológica das principais causas do aumento da criminalidade e da diminuição da influência da família sobre os jovens: “Terceirizaram a educação. A escola não tem mais condições de educar porque a TV, a internet, as redes sociais deseducam. Vemos exemplos diários de desrespeito a monumentos, pichações e depredações a bens públicos, o que caracteriza atitudes de uma sociedade comprometida com o ilícito. Nenhum bandido nasce grande, formado, e sim, adquire os conceitos lá na infância”.

Assim, conforme ele, as drogas passam a ser o esteio de quem é rejeitado ou não amado em família. O caminho para a contravenção é curto e fácil, pois a impunidade é flagrante. As redes bilionárias distribuição de entorpecentes criam um círculo vicioso. Eles se voltam contra a população em forma de crimes dos mais diversos, cada vez mais violentos.

Quanto a medidas pra frear essa cadeia, citou um maior cuidado coma as fronteiras, principalmente com países nos quais as drogas e as armas são comercializadas com facilidade. Na questão local, criticou as cidades que se mantêm às escuras, em ambientes propícios ao crime. “Urge que os municípios se voltem para este importante detalhe: iluminação pública, sistema monitoramento por câmeras e outras ações com auxílio da tecnologia.” O diálogo entre os órgãos públicos de segurança como as guardas municipais, a BM e a polícia federal deve ser mais profundo, propôs. Exemplificou com o SIM – Sistema Integrado dos Municípios – que a secretaria segurança pública criou para somar esforços conjuntos tentando diminuir a criminalidade no RS. E revelou que no mês de julho mais de 1,1 mil brigadianos, já aprovados em concurso, estarão nas ruas. “Até o fim do ano, não haverá nenhum município no estado com menos de cinco policiais militares”, prometeu.

Ao finalizar, o Irmão Schirmer conclamou a Maçonaria, aproveitando-se do que chamou de “grande capilaridade” na sociedade, para contribuir neste processo de retomada, na busca de soluções permanentes deste enorme problema da sociedade brasileira.

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