Cerimônia comemora Epopeia Farroupilha no GORGS

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A sensação de todos que estiveram presentes na Sessão Magna Pública em homenagem a Epopeia Farroupilha, chamada de forma mais comum de Sessão Farrapa, dia 16 de setembro, foi a de que não estivessem reunidos no Templo Nobre “Caldas Júnior”, no Palácio Maçônico, mas sim num “mui acatado galpão” que durante pouco mais de uma hora, relembraram e homenagearam os feitos heróicos e históricos da Epopeia Farroupilha que completa esta semana 181 anos.

Com o vocabulário típico de nossa herança tradicionalista as “prendas” e os “peões” reunidos puderam apreciar um pouco mais da cultura e do apego a este quinhão de terra ao qual nos é tão peculiar e motivo de orgulho e distinção, sem deixar de fazer parte de uma grande nação. Após o inicio dos trabalhos, coordenados pelo Patrão do Piquete Fraternidade Gaúcha, Luiz Niederauer, e com a presença do Grão-Mestre Tadeu Pedro Drago e do Grão-Mestre Adjunto Osleno dos Santos Heberlê, o tão esperado momento da entrada triunfal do candeeiro da chama crioula, escoltada pelos lanceiros do Fraternidade Gaúcha, braço tradicionalista do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, só fez aumentar o sentimento de orgulho e fez todos cantarem forte o hino do nosso Estado.

Para alegrar ainda mais a noite, a Orquestra de Cordas da Associação Cultural Arte Real (ACAR) fez uma homenagem, apresentando com violinos e violoncelo as músicas “Céu, sol, sul, terra e cor”, do poeta, compositor e cantor Leonardo e a não menos conhecida do nosso folclore popular “Prenda Minha”. Em seguida, o declamador e músico Maxuel Bastos interpretou um dos poemas finalistas da VI Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula. Após, foi a vez do compositor e cantor Jaime Ribeiro, de Uruguaiana, interpretar os clássicos do cancioneiro gaúcho como “Guri”, de César Passarinho e “Mercedita”, de Ramon Sixto Rios, encerrando a invernada cultural com “Gaudêncio das Sete Luas”, de Luiz Coronel.

O Grão-Mestre Tadeu Drago, citado no ritual da noite como “Vaqueano Patrão”, em sua palavra final, ressaltou a importância da memória tradicionalista do Estado. Lembrou que é nos momentos de dificuldade, como estamos vivendo nos dias atuais – e como os farrapos passaram em sua época – que os grandes líderes aparecem e conduzem com seus valores os caminhos certos pelos quais se deve seguir. “E estes valores são muito estimados e seguidos pelos Maçons”, concluiu. Para encerrar a noite, após a despedida da Chama Crioula, todos foram convidados para o jantar especial e saborear uma Paella Campeira, preparada com muita qualidade e sabor pelo cucciniere Aldo Vetorello.

A Epopeia Farroupilha será sempre lembrada por sua grandeza de espírito e justa causa, por assombrar um império por mais de dez anos de lutas, por construir a identidade de um povo que após a paz, até hoje, guarda as fronteiras do sul do Brasil e faz parte da rica cultura e identidade histórica do país.

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